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De onde vem a pirâmide nutricional? Pra que serve? É brasileira? Hoje, no LEMAreporter.

Escrito por Tiago Martins

“Uma dieta equilibrada”, “de tudo um pouco” e “não exagera no doce” são frases  que você escuta regularmente, seja dita pelos seus familiares, amigos ou colegas? A  busca por uma dieta balanceada não é só um obstáculo do século XXI, mas foi em  1974 na Suécia, que a primeira pirâmide alimentar foi desenhada.   Embora sejamos apresentados para a pirâmide alimentar desde crianças, o  exemplo mais comum que temos é a versão criada em 1992 pelo departamento de  agricultura dos Estados Unidos (USDA). Porém, desde então foram realizadas diversas  alterações na pirâmide e, inclusive, foi criado o guia nutricional específico para a  população brasileira.  De fato, as verdadeiras diferenças na pirâmide alimentar para inserção no caso  brasileiro são os nossos alimentos específicos. Frutas, tubérculos, óleos devem ser  definidos propriamente para identificar suas características e posicionar no dia a dia do  brasileiro. Azeite de dendê, mandioca, queijo tipo minas, goiabada em pasta, graviola,  cupuaçu, brigadeiro… até te deixei com fome, né? De qualquer forma, todos esses  alimentos foram devidamente analisados e recomendados em porções específicas  para o bem estar dos brasileiros.   A pirâmide nutricional brasileira se baseia na ideia da americana e é ilustrada na  seguinte imagem:


Caracterizar o que comemos e como isso afeta o nosso organismo é também  função de um engenheiro de alimentos. Examinar composição majoritária dos  alimentos, identificar possíveis problemas para saúde e alertar o consumidor sobre  isso são importantes obrigações de um engenheiro trabalhando nessa área. Isso é bem  simplificado na pirâmide nutricional para gerar uma fácil forma de informar  a população brasileira. 


É muito importante ter esse guia para nutrição geral, porque muitas vezes  ficamos perdidos com a quantidade de possibilidades de produtos e opções fáceis. Por  isso, a pirâmide também preconiza alimentos minimamente processados (arroz, feijão  e frutas secas) ou naturais. Além disso, dicas básicas de saúde e bem estar como  prática de exercício e consumo mínimo de alimentos ultra processados como ​fast food  em geral, salgadinhos de pacote e macarrão instantâneo.   As informações adicionadas à pirâmide alimentar são muito relevantes, tendo  em vista que nesse momento, as doenças que mais afetam o primeiro mundo são  relacionadas diretamente com má nutrição e falta de exercício. Nesse contexto,  devemos observar cada vez mais atentamente a pirâmide alimentar brasileira e buscar  manter o padrão de consumo identificado para uma vida saudável e bem equilibrada. 


Referências


http://editora.iftm.edu.br/index.php/boletimiftm/article/download/193/93  PHILIPPI, S. T. Pirâmide Alimentar para a População Brasileira. Rev Nutr. 200


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